Energias e Magia – Parte 2
Parece estranho à primeira vista? Parece estranho que o homem possa emitir energia
consciente e direcioná-la para um objetivo específico? Vejamos.
Quando eu pensei em escrever esse artigo, primeiro concebeu-se uma idéia em minha
mente, que originou um impulso energético que correu em meus músculos acionando
outras partes de meu corpo (a mão e os dedos) fazendo com que estes aplicassem uma
energia de movimento às teclas do computador, emitindo um impulso energético
originando os bits e bytes necessários para a visualização no teclado e a impressão na
mesma folha que você está lendo. Logo, esse texto nada mais é que o resultado de uma
energia movida pela vontade. Simples, mas talvez você nunca tenha pensado no
assunto...
Outro exemplo mais material: a TV que você tem em casa permite que você assista
programas enviados por “sinal de TV” para sua residência. Temos aqui duas
possibilidades: ou você tem a chamada “TV aberta” e necessita de uma antena externa
ou interna para poder captar exatamente o que as emissoras lançam ao ar, ou você tem
“TV por assinatura” e recebe os sinais diretamente do seu receptor.
E o seu celular? Não recebe chamadas emitidas especificamente para o seu aparelho?
Não é uma forma de energia enviada com freqüência e direção própria?
Se a Magia é o uso consciente de energias invisíveis para a obtenção de um efeito
visível, então significa que o simples ato de dirigir um carro é magia. E é isso mesmo.
No momento em que isso se aclara em nossas mentes temos consciência de que atuamos
o tempo todo transmutando a matéria de forma a obter os melhores efeitos sobre ela.
Assim sendo, o homem molda a matéria desde os primórdios, porém ainda desconhece a
potencialidade dessas ações. O homem direciona energia consciente desde os
primórdios com o uso de “muletas” (fios, radares, antenas, rádios), porém ainda não
percebeu que o maior emissor/receptor de energias é ele mesmo. Os rádios, fios, radares
e antenas são constituídos de átomos – mesmo elemento constitutivo do nosso corpo.
Quer dizer então que podemos emitir energia? Sim, afinal essa é uma característica de
todos os corpos. Mas podemos emitir energia de modo a “enviá-la” para outras pessoas?
Sim, mas para responder a isso precisamos entender o que é energia e quais seus
elementos constitutivos.
Pelas Leis atuais, uma partícula de matéria só pode emitir energia de acordo com
propriedades ondulatórias. Uma Onda Energética pode ser medida em três grandezas: o
Comprimento, a Freqüência e a Amplitude. Vejamos como isso se dá de forma básica,
pois o detalhamento não é o foco desse texto.
a)
Comprimento de Onda: distância entre dois picos de padrão ondulatório.
b)
Frequência: quantidade de vezes em que o comprimento de onda ocorre em
determinado tempo. A freqüência é medida em Hertz (Hz);
c)
Amplitude: Como mostrado na imagem abaixo, a amplitude “y” é a distância
entre a linha média da onda com o ponto máximo do “pico” observado.
Como sabemos dos nossos estudos básicos de Física, a Luz (uma energia) sofre refração
(desvio) ao passar de um meio de densidade diferente do outro - por exemplo, quando
um raio de sol entra em contato com a água de um lago, esta sofre um desvio em relação
ao grau de incidência anterior. Também sabemos que a luz possui velocidade específica,
assim como o som. Portanto, podemos deduzir a partir dos elementos acima que uma
onda de energia possui formato, componentes e velocidade própria. Ela é como uma
flecha
– dispara na direção em que o arco apontar. A ciência também demonstra uma
das leis formuladas por Albert Einstein: A Lei da Conservação da Matéria e da Energia.
Segundo essa Lei, a quantidade total de matéria e energia no Universo permanece
constante, portanto energia não pode ser destruída ou criada, apenas gerada,
transformada, liberada ou absorvida.
Nossos cinco sentidos físicos (paladar, olfato, tato, visão e audição) estão habilitados a
perceber apenas uma pequena fração do espectro energético. A visão, por exemplo, está
condicionada a apenas perceber o que está entre os Infra-vermelhos e os Ultravioletas.
Essa é a Luz Visível. Como pode ver abaixo, do espectro conhecido pela ciência
enxergamos apenas uma pequena fração. Assim ocorre também com o som, por
exemplo, em que captamos apenas o espectro entre os Infra-sons e os Ultra-sons.
Isso significa que existe toda uma gama de energias que a nossa Mente Consciente pode
perceber através de seus Centros de Captação – os órgãos dos sentidos. Uma pequena
variação – ínfima que seja – permite que um ser humano possa enxergar, sentir, cheirar,
degustar e ouvir muito além de uma pessoa normal. Quem amplia esses sentidos
costuma chamar-se paranormais, e a ciência ainda engatinha no seu conhecimento, pois
nossa Mente Lógica refuta tudo o que não consegue explicar. São os chamados
clarividentes, clariolfativos, clariaudientes, etc.
Além disso, a mente racional costuma identificar melhor coisas quando adaptados a
elas, por isso o fato de os esquimós enxergarem mais de uma centena de tons diferentes
de branco e de criarem palavras para distinguir cada uma delas.
Então é interessante meditar e refletir sobre o assunto: quantas coisas existem que não
temos a percepção através dos sentidos normais? E quantas coisas percebemos no
decorrer da vida e que o cérebro se faz de “cego” por não conseguir classificar,
catalogar e arquivar sua imagem? Quantas energias são atuantes em nosso corpo, mas
por termos somente leves impressões preferimos dizer que são falsas sensações
causadas pelo nosso cérebro? É absolutamente provado que vivemos num oceano de
energias invisíveis causado pelos homens – basta pensar nas milhares de pessoas que
hoje dispõem de telefones celulares. Nós não vemos essas ondas energéticas, mas
vivemos no meio delas. Por que razão não dizemos que elas não existem?
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